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Dr. Luciano da Silva confirma a descoberta portuguesa da América.
Conferência
no Museu Herreshoff confirma que
os portugueses foram os primeiros a chegar à América
Por
Brian Coates
bcoates@eastbaynewspapers.com
O
Dr. Manuel Luciano da Silva apresentou a sua conferência No. 363, na terça-feira
à noite (6 de Agosto de 2002), no Museu de Marinha Herreshoff, precisando as
suas teorias sobre quando e quem é que descobriu realmente a América.
Foi
apresentado à audiência (casa cheia), pelo
presidente do museu, Sr. Halsey
Herreshoff, como sendo “um grande amigo, um mentor de muitas pessoas, um cidadão
admirável nesta cidade, um homem que dedica um grande entusiasmo a tudo que
faz”.
Após
esta apresentação, o Dr. da Silva entrou logo na sua conferência que
durou aproximadamente duas horas, com um ávontade de palavra extraordinário,
descrevendo os diapositivos coloridos
com frases por vezes humorísticas, rolando os seus
rês e levando consigo a assistência de marinhantes entusiastas, em várias
viagens, de ida e volta, atravessando
o Atlântico, para esclarecer os
seus pontos históricos sobre os descobrimentos
portugueses.
Citando
o mapa feito em 1424 – ou sejam
68 anos antes de Colombo ter desembarcado nas Caraíbas (em 1492) – e ainda as
inscrições da Pedra de Dighton no Rio Taunton, o Dr. da Silva reivindicou que
há provas irrefutáveis de que os portugueses foram os primeiros europeus a pôr
os pés em terras da América do Norte, porque “todos os seus marinheiros
receberam a mesma instrução e educação marítima na Escola Náutica
fundada pelo Infante D. Henrique”, em Sagres, Portugal.
“Qualquer
pessoa pode escrever os livros que quiser, mas a prova real são as inscrições
gravadas na pedra”, disse o Dr. da Silva.
Especificamente
a Pedra de Dighton contem gravadas inscrições que quando analisadas de
muito perto podemos ver claramente o nome “Miguel Corte Real”, um
navegador português da última parte do século XV que nunca mais voltou a
Lisboa depois da sua viagem em 1502, observando também três cruzes
portuguesas da Ordem de
Cristo, a data de 1511 e ainda o escudo nacional português em forma de um
“V”.
De
acordo com o Dr. da Silva as inscrições da Pedra de Dighton condizem muito de
perto com as outras gravações irrefutáveis portuguesas na África, na Ásia e
nas Américas, sendo por isso provas positivas.
A
Carta Náutica feita em 22 de
Agosto de 1424, por Zuane Pizzigano, contem quatro ilhas com o formato, tamanho
e posição latitudinal, coincidindo com a escabrosidade das ilhas da Terra
Nova, Nova Escócia e Ilha do Príncipe Eduardo, na costa oriental do Canadá.
A
ilha maior deste grupo tem o nome
português de Antilha (escrito no próprio mapa) e de acordo com o Dr. da Silva,
esta cadeia de ilhas chamadas agora as
“Verdadeiras Antilhas” têm sido confundidas com as ilhas das Caraíbas que
se localizam desde Cuba até à Trindade, constituindo “um erro de duas mil
milhas”.
Mas
os pontos mais impressionantes do Dr. da Silva, não tem nada que ver com os
documentos apresentados ou com as inscrições gravada na Pedra de Dighton.
Ele demonstrou como, examinando as correntes oceânicas marítimas (e os ventos), as viagens de Portugal para a América eram (e são ainda hoje) as mais fáceis, para os navegadores portugueses que usando a Caravela, com as suas velas latinas ou triangulares, eram capazes de navegar contra os ventos, podendo sulcar por isso os altos mares, muito mais facilmente ( e mais rápido) do que se os barcos navegassem ao longo das costas marítimas, permitindo assim aos portugueses de chegarem primeiro à América mesmo até que “acidentalmente”!
O Dr. Luciano da Silva dedicou esta conferência “aos historiadores amadores, porque somos nós, disse, que temos vindo a fazer as maiores descobertas originais da História” e concluiu a sua palestra encorajando toda a assistência a examinar a evidência por ele apresentada para terem o grande prazer de verificarem que as novas teorias expostas são as verdadeiras!